Observar, escutar, acolher e acompanhar são atitudes que podem salvar uma vida
Setembro é marcado pela campanha de conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Neste mês, a Universidade Paranaense (Unipar) faz um convite que vai além da conscientização: transformar atenção em atitude e perceber que pequenos gestos podem fazer diferença na vida de quem enfrenta um momento difícil.
Com o conceito “Atitude é dar a mão”, a campanha parte de quatro ações que fazem parte do cuidado cotidiano: observar, escutar, acolher e acompanhar.
A proposta é mostrar que oferecer apoio não significa ter todas as respostas, mas estar disponível para perceber mudanças, aproximar-se com respeito, ouvir sem julgamentos e ajudar na busca por atendimento quando necessário.
Nem sempre uma pessoa que atravessa um período difícil consegue dizer claramente que precisa de ajuda. Em alguns casos, os sinais aparecem nas mudanças de comportamento, na rotina, no humor ou até mesmo na maneira de se relacionar com outras pessoas.
Por isso, prestar atenção a quem está por perto pode ser o primeiro passo para oferecer apoio.
Observe as mudanças
Mudanças persistentes no comportamento, na rotina, no humor ou na forma de se relacionar podem indicar que alguém não está bem. Um sinal isolado não permite tirar conclusões, mas alterações significativas e que permanecem ao longo do tempo merecem atenção.
Observar, nesse contexto, não significa vigiar ou tentar diagnosticar alguém. A proposta é estar atento às pessoas que fazem parte da convivência diária e perceber quando algo parece diferente. A partir dessa percepção, uma aproximação cuidadosa pode abrir espaço para uma conversa.
Aproxime-se com respeito
Depois de perceber uma mudança, o próximo passo pode ser mais simples do que parece. Uma pergunta feita com cuidado pode iniciar uma conversa importante: “Percebi que você está diferente. Quer conversar?”.
A abordagem deve demonstrar preocupação sem pressionar a pessoa a falar. Respeitar o tempo, o espaço e a disposição de quem está passando por um momento difícil também faz parte do acolhimento.
Nem sempre a conversa acontecerá na primeira tentativa, mas demonstrar disponibilidade pode deixar claro que existe alguém disposto a ouvir.
Escute sem julgamentos
Quando a pessoa decide falar, ouvir pode ser mais importante do que encontrar imediatamente uma solução. Nem toda conversa precisa terminar com um conselho ou uma resposta pronta. Em determinados momentos, oferecer espaço para que alguém expresse o que está sentindo já representa uma forma de cuidado.
Durante esse diálogo, é importante evitar comparações, julgamentos ou frases que diminuam o sofrimento relatado. Cada pessoa vivencia as dificuldades de maneira diferente.
Por isso, escutar com atenção, reconhecer os sentimentos apresentados e demonstrar disponibilidade contribuem para criar um ambiente mais acolhedor.
Ajude na busca por atendimento
Dar a mão também significa reconhecer quando é necessário procurar ajuda profissional. Quem está enfrentando sofrimento emocional pode encontrar dificuldades até mesmo para dar os primeiros passos em busca de atendimento.
Nesses momentos, a presença de alguém próximo pode tornar esse caminho menos difícil.
O apoio pode aparecer em atitudes práticas, como oferecer companhia para fazer uma ligação, pesquisar um serviço de atendimento ou acompanhar a pessoa na procura por ajuda profissional.
O objetivo não é assumir a responsabilidade pelo tratamento, mas contribuir para que ela consiga acessar a rede de cuidado adequada.
Continue presente
O cuidado não termina depois da primeira conversa. Manter contato também faz parte do processo. Uma mensagem, uma ligação ou uma nova pergunta podem demonstrar interesse genuíno e mostrar à pessoa que ela continua tendo com quem contar.
Acompanhar não significa cobrar respostas ou exigir que a pessoa esteja melhor. Significa permanecer disponível, respeitando limites e entendendo que o cuidado pode ser construído aos poucos, a partir da presença e da atenção ao outro.
Neste Setembro Amarelo, a Unipar convida acadêmicos, professores e colaboradores a contribuírem para a construção de uma comunidade mais atenta e acolhedora, na qual observar, se aproximar, escutar e acompanhar façam parte das relações cotidianas.
Onde conseguir ajuda na Unipar?
Em diferentes unidades, a Unipar mantém serviços-escola de Psicologia que oferecem atendimento à comunidade e também funcionam como espaços de formação prática para os acadêmicos do curso.
Unipar Cascavel | Serviço-Escola de Psicologia (SEP)
Telefone: (45) 3321-1300
Ramal: 1324
E-mail: cpa-cas@unipar.br
Unipar Cianorte | Serviço-Escola de Psicologia (SEP)
Telefone: (44) 3619-3039
Unipar Francisco Beltrão | Serviço-Escola de Psicologia (SEP)
Telefone: (46) 3520-2800
E-mail: cpa-fra@unipar.br
Unipar Paranavaí | Serviço-Escola de Psicologia (SEP):
Telefone: (44) 3021-4015
E-mail: sep-par@unipar.br
Unipar Toledo | Serviço-Escola de Psicologia (SEP):
Telefone: (45) 3277-8510
E-mail: sep-tol@unipar.br
Unipar Umuarama | Serviço-Escola de Psicologia (SEP)
Telefone: (44) 3621-2834
E-mail: sep-umu@unipar.br
Quem precisa conversar também pode entrar em contato gratuitamente com o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188.
O serviço oferece apoio emocional de forma gratuita e sigilosa e funciona 24 horas por dia.
Em situações de risco imediato, a orientação é procurar um serviço de urgência ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.
Psicologia na Unipar
A formação em Psicologia da Unipar prepara os acadêmicos para diferentes possibilidades de atuação profissional, com ênfase nas áreas de Psicologia e Processos Clínicos ou Psicologia e Processos Psicossociais. A graduação conta com uma matriz curricular voltada à formação teórica e prática e proporciona aos estudantes contato com experiências relacionadas à profissão desde os primeiros anos do curso.
Ao longo da graduação, atividades, projetos, estudos e práticas estimulam o aprendizado e ampliam as discussões e análises sobre o ser humano, seu comportamento e suas relações. A proposta é aproximar o conhecimento desenvolvido em sala de aula das diferentes situações que os futuros psicólogos poderão encontrar durante a trajetória profissional.
Entre os espaços destinados à formação prática estão os serviços-escola de Psicologia, nos quais acadêmicos realizam atividades e atendimentos à comunidade sob orientação e supervisão de professores e profissionais qualificados. A experiência permite aos estudantes desenvolver conhecimentos adquiridos durante o curso e, ao mesmo tempo, amplia o acesso da população aos serviços oferecidos pela Universidade.
Para mais informações acesse www.unipar.br/graduacao/psicologia
Última atualização em 1 de Setembro de 2026 às 08:40