Especialistas abordam outros assuntos como cultura de feedback e avaliação como ferramentas para fortalecer a prática docente e o engajamento dos estudantes
Os educadores começaram, hoje (10), o segundo dia da 1ª Semana de Formação Docente com a palestra “Juventudes e Educação Socioemocional”, proferida pelo educador socioemocional Tiago Gusmão. Conheceram de perto o que aprender com o comportamento dos jovens para aprimorarem a prática docente. De acordo com Gusmão, a geração Z busca equilíbrio da vida pessoal e profissional, assume múltiplas identidades, preza e defende a própria reputação e prioriza a saúde mental. “Aprender é sempre relacional e afetivo. A docência passa por deslocamentos como o do controle para a coordenação, da resposta para a pergunta e da exposição para a participação”, lembra o especialista.
“O valor do feedback para os alunos” foi o tema seguinte da programação, abordado por Ana Valéria Reis. A convidada trouxe a jornada do pensamento crítico como essencial ao feedback, que pressupõe humildade acadêmica, construção de espaços colaborativos de investigação e dar voz aos estudantes. Nesse sentido, devem saber “Para onde vão”, “Como estão indo e “Onde precisam chegar”. O feedback eficaz deve integrar os três elementos e evitar que o aluno foque apenas no erro”, destaca.
Ambas as explanações da manhã foram sucedidas por momentos de conversa, mediados por gestores da Unipar. Ainda, um grupo de 40 professores participou da oficina “O professor como veículo no desenvolvimento socioemocional”, com Tiago Gusmão.
Do conhecimento à proficiência - O período da tarde foi dedicado à visita guiada ao Campus Sede, apresentação dos dez cases vencedores do Prêmio Neiva Pavan Machado Garcia e da palestra “Avaliação como ressonância. Notas para 2026”, com Gillianno Mazzetto, diretor de educação da Unipar.
O gestor fez uma jornada sobre modelos de pensamento, como construímos o conhecimento e a maturidade intelectual. “A formação cria o horizonte, o diploma certifica a trajetória e a prática evidencia a competência operacional. O conhecimento tem que produzir engajamento, ou seja, fazer eco na vida”, lembra o palestrante, que defende a importância do docente priorizar o ser proficiente, preparar o estudante para demonstrar domínio funcional e estável de uma habilidade, de modo que a execute bem, de forma consistente, em contextos variados sem depender de ajuda externa constante.
Em seguida, Artur Nappo Dalla Libera, CEO da Unipar, encerrou o evento com um convite aos participantes. “A educação é uma construção. O desafio é transformar. Peço que transformem o pensamento e a forma de dialogar com os alunos”, disse o executivo.