A Universidade Paranaense (Unipar), unidade de Francisco Beltrão, realizou, entre os dias 7 e 9 de outubro, a primeira Jornada Acadêmica de Fisioterapia. Com mais de 170 inscritos, o evento reuniu palestras, minicursos e apresentações de trabalhos científicos, com o objetivo de ampliar o conhecimento dos estudantes e estimular uma formação profissional baseada em evidências científicas.
A programação contemplou diferentes áreas de atuação da Fisioterapia, com palestras sobre prescrição de exercícios terapêuticos e atendimento a pacientes oncológicos hospitalizados. Também foram oferecidos minicursos sobre liberação miofascial, intervenção precoce em lactentes de risco, atuação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), esportes adaptados, fisioterapia dermatofuncional, pilates solo e avaliação da pessoa idosa na Atenção Primária à Saúde. Outros temas abordados foram fisioterapia neurofuncional em adultos, saúde da mulher e teste ergoespirométrico aplicado à profissão.
Segundo a coordenadora do curso, professora doutora Meyene Duque Weber, a Jornada foi planejada para ampliar o caráter acadêmico dos eventos da área e aproximar os estudantes de profissionais com experiência e conhecimento técnico. Na abertura, ela destacou a importância da troca de experiências e do contato com diferentes perspectivas durante a graduação.
“Uma Jornada Acadêmica representa exatamente aquilo que acreditamos que a formação universitária deve ser: um espaço de aprendizado, de troca, de questionamento, de descoberta e, principalmente, de crescimento.”
A coordenadora também ressaltou que a preparação para o mercado de trabalho exige experiências que ultrapassam os conteúdos apresentados em sala de aula.
“A formação de um bom fisioterapeuta vai muito além da sala de aula. Ela acontece quando somos desafiados a pensar, quando entramos em contato com novas ideias, quando discutimos diferentes possibilidades e quando percebemos que, na nossa profissão, aprender é um processo que nunca termina.”
Apresentação de pesquisas e premiação
A programação também incluiu a apresentação de oito trabalhos científicos, entre pesquisas originais, revisões e protocolos de estudo, nos formatos de banner e publicação digital. Os estudos foram avaliados por uma banca, que considerou critérios como relevância científica e social, qualidade do material e da apresentação oral, além da capacidade dos acadêmicos de responder aos questionamentos dos avaliadores.
A estudante Thaís Cavanhol, do terceiro ano, recebeu o certificado de melhor trabalho pelo resumo intitulado “A variabilidade da frequência cardíaca está associada ao número de degraus no teste de degrau de seis minutos após COVID-19 leve?”. A pesquisa foi orientada pelo professor doutor Aldair Darlan Santos de Araújo.
De acordo com Meyene, a participação em atividades científicas estimula o interesse pela pesquisa, desenvolve o raciocínio clínico e contribui para a adoção de práticas profissionais baseadas em evidências. A proposta do curso é ampliar o número de trabalhos nas próximas edições e tornar a divulgação da produção acadêmica uma tradição entre os estudantes de Fisioterapia.