Evento reuniu exposições, música, poesia e instalações interativas para discutir desafios da educação e promover reflexões sobre saúde mental, bullying, inclusão e direitos humanos
O pátio interno da Universidade Paranaense (Unipar), campus de Francisco Beltrão, foi transformado em um espaço de reflexão, criatividade e diálogo na noite de quarta-feira (20), durante a realização da segunda edição do evento “Do Caos à Cor”, promovido pelo curso de Psicologia em conjunto com a IV Mostra Criativa de Psicologia e Direitos Humanos.
A iniciativa foi idealizada e coordenada pela professora Thaís Cristina Gutstein Nazar, responsável pela disciplina de Relações Educacionais e Intervenção em Psicologia, com a participação dos acadêmicos do 8º e 9º períodos. O objetivo foi aproximar a teoria estudada em sala de aula das práticas de intervenção em contextos educacionais, utilizando a arte como instrumento de sensibilização e transformação social.
Durante o evento, foram abordados temas como saúde mental, bullying, relações interpessoais, prevenção às violências, questões de gênero e síndrome de burnout, assuntos cada vez mais presentes nos ambientes educacionais.
Parceria ampliou alcance da iniciativa
Nesta edição, o projeto contou também com a participação dos acadêmicos do 1º período, por meio da disciplina de Direitos Humanos, ministrada pela professora Brunesa Paukus de Moraes. A parceria possibilitou a construção de trabalhos conjuntos entre estudantes ingressantes e concluintes do curso.
A programação reuniu exposições fotográficas, pinturas, desenhos, poesias, maquetes, instalações interativas, varais temáticos, apresentações musicais e performances de expressão corporal. As atividades envolveram acadêmicos de diferentes períodos e atraíram a participação da comunidade universitária.
Desafios e possibilidades na educação
Durante a abertura do evento, a professora Thaís Cristina Gutstein Nazar destacou que a proposta da mostra é demonstrar como a Psicologia pode atuar na transformação de realidades marcadas por dificuldades e sofrimento, especialmente nos ambientes educacionais.
“A exaustão, os trabalhos, os estágios e os TCCs são realidades por vezes cinzentas e desafiadoras. Mas a Psicologia e a escola intervêm com cor. É nossa capacidade técnica, ética e criativa de transformar realidades e acolher o sofrimento”, afirmou.
Segundo a docente, a mostra buscou transformar o espaço universitário em um ambiente de experimentação e aprendizado, no qual os acadêmicos puderam apresentar, de forma prática, os conhecimentos desenvolvidos ao longo da graduação.
“Hoje, este espaço se transforma em um laboratório vivo. Os acadêmicos do primeiro período, por meio da Mostra Criativa de Direitos Humanos, e os estudantes do oitavo e nono períodos traduziram em música, pintura, poesia, fotografia e jogos interativos os conteúdos estudados nas disciplinas. É uma forma de levar a teoria para a prática e demonstrar o compromisso da Psicologia com a educação e os direitos humanos”.
Representando os estudantes envolvidos na organização, o acadêmico do 8º período Emanuel Inafuko explicou que o evento busca estimular um olhar criativo sobre os desafios enfrentados no cotidiano educacional.
Segundo ele, o projeto já vinha sendo realizado em anos anteriores e tem como proposta transformar questões complexas da educação em oportunidades de reflexão e criação artística.
“O caos representa as dificuldades que encontramos na educação, como o bullying, o cansaço, a exaustão e os desafios enfrentados por estudantes e professores. Já a cor simboliza a possibilidade de surgir algo novo, criativo e transformador a partir dessas experiências”.
Emanuel destacou ainda que as atividades contemplam tanto a realidade universitária quanto questões mais amplas relacionadas aos diferentes níveis de ensino. O evento contou com o apoio do corpo docente, da coordenação do curso e da direção do campus.