Diretor da Unipar toma posse como Presidente da Academia de Letras de Cianorte

Publicado em 31 de Julho de 2026 às 13:30

Bruno Guilherme de Castro Oliveira assume o comando da casa que reúne escritores, poetas e cronistas do município.

Em 16 de julho, que o professor e escritor Bruno Guilherme de Castro Oliveira recebeu o diploma que o confere a presidência da Academia de Letras de Cianorte (ALC) para a gestão 2026–2028. Diretor da UNIPAR Campus Cianorte, ele assume o comando da casa que reúne escritores, poetas e cronistas do município com uma leitura própria do cargo: a de quem aceita menos uma honraria do que um compromisso de guarda.

"Presidir uma casa de letras não é ocupar uma cadeira. É guardar um fogo", definiu o novo presidente ao tornar pública a nomeação. A imagem resume o tom com que pretende conduzir a entidade, numa cidade que, em suas palavras, "cresce em concreto" e precisa manter viva "a única arquitetura que nenhum tempo derruba: a da palavra".

Fundada em 2022, a ALC nasceu do empenho de um grupo de autores que acreditaram, como registra o próprio Bruno, que "Cianorte também se escreve". Sua instalação foi oficializada durante a 5ª Feira Literária de Cianorte (FLICIA), em solenidade no Largo Duque de Caxias que empossou os doze acadêmicos fundadores, sob o apadrinhamento da Academia de Letras de Maringá e a filiação à Associação das Academias de Letras, Ciências e Artes do Paraná (ALCA). Coube a Lincoln Aguera Munhoz a primeira presidência da casa, seguida da Professora Ednéia Jacomini Cabeleira.

Em poucos anos, a Academia consolidou-se como espaço de preservação da memória e da produção intelectual da cidade, com cada acadêmico ocupando uma cadeira em homenagem a um patrono da literatura. A chegada de uma nova gestão renova esse propósito e projeta os próximos passos da instituição.

Para o presidente empossado, a literatura cumpre função que ultrapassa o gosto estético. "A literatura foi, desde sempre, o modo como o homem se recusa ao esquecimento", escreveu, ao descrever cada verso e cada crônica como "um gesto de resistência contra o silêncio". É sob essa convicção que pretende orientar seu mandato, assumido, segundo ele, "com a consciência de quem herda mais do que recebe".

Esse senso de herança aparece no reconhecimento aos fundadores de 2022 e no compromisso com as gerações seguintes. Bruno de Castro Oliveira promete uma "casa aberta, plural e viva", capaz de acolher quem chega e de honrar quem veio antes. E antecipa o espírito prático que deseja imprimir à gestão: "Não prometo discursos. Prometo obra."

O novo presidente encerra sua manifestação com a síntese que dá a medida da responsabilidade assumida. "A palavra tem dono provisório: o tempo. Mas tem morada permanente, a memória de um povo. Que eu saiba honrar as duas." Entre a vigília e a obra, a gestão 2026–2028 da Academia de Letras de Cianorte começa sob o compromisso de zelar por aquilo que, mais do que edifícios, define a identidade de uma cidade.