Curso de psicologia promove debate sobre internação compulsória e luta antimanicomial no campus em Guaíra

Publicado em 28 de Maio de 2026 às 15:13

Atividade interdisciplinar do curso de Psicologia reuniu acadêmicos em discussão sobre direitos humanos, ética e cuidado em saúde mental

O curso de Psicologia da Universidade Paranaense (Unipar), campus de Guaíra, realizou na última semana a atividade “Tribunal da Subjetividade”, com o tema “Internação Compulsória e a Gestão da Vida: Entre o Cuidado e o Sequestro da Subjetividade”. A ação integrou conteúdos acadêmicos e reflexões relacionadas ao mês da Luta Antimanicomial, promovendo debates sobre saúde mental, direitos humanos e ética profissional.

A atividade interdisciplinar foi desenvolvida por meio das disciplinas de Direitos Humanos, Ética e Psicologia, ministrada pela professora Tania Lopes; Comportamento Humano e Cultural, conduzida pelo professor Fernando Gonçalves; e Linguagem e Interação, ministrada pela professora Elisabete Ribeiro.

Inspirado na metodologia do júri simulado do curso de Direito, o “Tribunal da Subjetividade” permitiu que os acadêmicos discutissem, encenassem e justificassem diferentes perspectivas relacionadas à internação compulsória, aproximando teoria e prática em um ambiente de aprendizagem ativa. A proposta trabalhou casos sob a ótica da avaliação psicológica, estimulando a reflexão crítica sobre o cuidado em saúde mental e os limites éticos das intervenções.

Segundo a coordenadora do curso em Guaíra, Janaína Cabral de Souza Vendruscolo, a atividade superou as expectativas ao promover integração entre os acadêmicos e aprofundamento dos conteúdos debatidos em sala de aula. “O resultado dessa atividade foi além da sala de aula e do esperado, pois possibilitou a aproximação dos alunos em um mesmo objetivo, promovendo reflexão, debate e sensibilização sobre um tema de extrema importância, que é a luta antimanicomial”, destacou.

Além de fortalecer a formação acadêmica, a atividade evidenciou que a Psicologia vai além do atendimento clínico tradicional, proporcionando aos estudantes experiências práticas voltadas à análise crítica, à escuta qualificada e à compreensão das relações entre subjetividade, sociedade e direitos humanos.

A coordenadora também ressaltou a relevância social da discussão. “Celebrar e debater a luta antimanicomial não é um dever restrito a psicólogos ou psiquiatras. Trata-se de escolher que tipo de sociedade queremos ser: uma sociedade que esconde e pune o que não compreende ou uma que acolhe a diversidade da mente humana em toda a sua complexidade”, afirmou Janaína.